Amortização extraordinária
Simula um aporte extra num financiamento e compara abater a parcela (mesmo prazo) com abater o prazo (mesma parcela).
Dados do cálculo
O valor total financiado no início, antes de qualquer parcela paga.
A taxa contratada, referente a um período (ex.: 1% ao mês).
O prazo total contratado no início do financiamento.
Quantas parcelas você já pagou até agora (0 se o aporte for logo no início).
O valor que você vai pagar a mais, além das parcelas normais, para reduzir a dívida.
O comparador sempre mostra as duas estratégias lado a lado, independente da escolha aqui.
Como funciona o cálculo
Quando você faz um pagamento extra (além das parcelas normais) num financiamento pelo sistema Price, o banco costuma oferecer duas opções: "abater a parcela" (o prazo continua o mesmo, mas cada parcela restante fica menor) ou "abater o prazo" (a parcela continua a mesma, mas você termina de pagar mais cedo). As duas opções usam o mesmo dinheiro extra, mas o resultado final é diferente — normalmente, abater o prazo economiza mais juros no total, porque a dívida é quitada antes. Informe o financiamento original (valor, taxa, prazo), quantas parcelas você já pagou e o valor do aporte extra para comparar as duas estratégias lado a lado.
Fórmulas utilizadas
Abatimento direto no saldo
O aporte extra é aplicado integralmente sobre o saldo devedor, sem passar por juros futuros. É por isso que o efeito é desproporcional ao valor pago: elimina de uma vez todos os juros que incidiriam sobre aquela parcela do saldo.
Reduzir prazo
Mantendo a parcela e diminuindo o saldo, o financiamento termina antes. É a opção que gera maior economia total de juros.
Reduzir parcela
Mantendo o prazo e diminuindo o saldo, cada parcela fica menor. Alivia o orçamento mensal, mas economiza menos juros que a redução de prazo.
Casos especiais
Quanto antes, maior o efeito
Nos primeiros anos o saldo devedor é máximo e a maior parte da parcela é juro. Um aporte no início elimina muito mais juros futuros que o mesmo valor no fim do contrato.
Uso do FGTS
Em financiamentos imobiliários pelo SFH, o saldo do FGTS pode ser usado para amortizar, respeitados os requisitos e o intervalo mínimo entre utilizações.
Comparação com investir
Amortizar rende, na prática, a taxa do financiamento. Só compensa investir em vez de amortizar se o investimento render mais que essa taxa, já descontado o imposto.
Base legal
Observações
- A instituição é obrigada a aplicar o aporte na forma escolhida pelo contratante — prazo ou parcela —, e o pedido deve ser registrado.
- Confirme se há cobrança de tarifa para amortização extraordinária; em contratos regulados, ela costuma ser vedada.
- A simulação assume que o aporte é aplicado imediatamente sobre o saldo, sem carência.
- Peça à instituição o demonstrativo do saldo devedor antes e depois do aporte: é a forma de confirmar que a amortização foi aplicada na modalidade escolhida.
Perguntas frequentes
Abater a parcela ou abater o prazo economiza mais dinheiro?
Por que, na estratégia "abater o prazo", a última parcela pode ser diferente das outras?
Esta calculadora funciona para financiamentos no sistema SAC também?
Reduzir prazo ou parcela?
Quando amortizar rende mais?
Vale mais amortizar ou investir?
Esta ferramenta tem caráter informativo e educativo. Os resultados são estimativas baseadas nos parâmetros oficiais vigentes e não substituem a orientação de um profissional habilitado (contador ou advogado) para o seu caso concreto.
Validação técnica interna · revisão profissional externa prevista.
Ferramentas relacionadas
Economia total
R$ 5,12
Sem parâmetros de tabela neste cálculo
Vigências usadas
Ver memória de cálculo (3 passos)
Saldo devedor antes do aporte
R$ 761,08Saldo devedor da tabela Price original, logo após a última parcela paga.
Nova parcela
R$ 77,17Economia total (estratégia: abater a parcela)
R$ 5,12Diferença entre o total que seria pago sem o aporte e o total efetivamente pago (aporte + parcelas restantes) com o aporte.
Código Civil (Lei nº 10.406/2002), art. 591
Este resultado foi útil?